Autism Spectrum II – palestras, interação e informação à comunidade

Evento reuniu profissionais, famílias e estudantes durante o último sábado na Cesma

 

Mais de 160 pessoas participaram do evento

Com objetivo de proporcionar informação e formação à comunidade sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), o evento reuniu profissionais da educação, da saúde, famílias e estudantes de diversas áreas no Auditório da Cesma. A segunda edição do Autism Spectrum teve recorde de público somando mais de 160 pessoas no local durante o último sábado (13).

Após o credenciamento, no início da manhã, ocorreu a primeira palestra com o médico neuropediatra Luciano Hartmann. Bastante aguardado por todos os presentes, ele explicou sobre TEA e suas graduações, carga genética e algumas questões características conjuntas que somadas levam ao diagnóstico, e principalmente, sobre atuação da família.

Médico neuropediatra Luciano Hartmann

Em sua fala, Hartmann ressaltou a importância de intervir na dificuldade antes mesmo de haver um diagnóstico fechado. Segundo ele, estímulos corretos auxiliam no desenvolvimento, aliados ao bom ambiente e apoio da família, assim, a pessoa com TEA (de acordo com sua graduação), poderá aproveitar oportunidades da vida tal qual pessoas típicas.

Durante a manhã do sábado, houve sorteio de brindes ao público e coffee break.

Também ocorreu a palestra da educadora especial Renata Corcini. Ela explicou sobre consultoria colaborativa ocorrida entre professores e educadores especiais na busca de soluções para dinâmica de inclusão no contexto escolar.

Essas experiências dão base à tese de doutorado de Renata, na área de Educação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e compartilhadas em sua atuação como educadora especial na Rede Municipal de Santa Maria.

Sorteio de brindes para o público

Após o intervalo, no início da tarde, aconteceu a roda de conversa com familiares de pessoas com TEA. Na oportunidade, três mães puderam relatar suas experiências, desde a percepção de algo diferente no comportamento dos filhos até a conclusão dos diagnósticos e rotina de terapias e escolarização. O momento foi mediado pela psicóloga Tatiane Rodrigues, professora e coordenadora do curso de Psicologia da FISMA.

No segundo momento da tarde, ocorreu a palestra sobre a Abordagem Equoterápica em pessoas com problemas comportamentais com a psicóloga Fabrini Niederauer. Após, momento de descontração com sorteio de mais brindes e coffee break antecederam as últimas falas.

A fonoaudióloga e professora da FISMA, Fernanda Wiethan, explicou sobre a diversidade da comunicação em pessoas com TEA. Ela ressaltou os tipos de linguagem, eloquência, funcionalidade e não-verbalidade e situações comuns na rotina do autista. O encerramento ficou a cargo da terapeuta ocupacional, Angélica Aires. Questões sensoriais, estímulos e cuidados foram explicados pela terapeuta de forma a traçar uma linha entre o autista hiposensível e hipersensível a estímulos.

Integrantes do Projeto Compreender para Atuar

A promoção do evento foi do curso de Psicologia com organização do Projeto Compreender para Atuar do Núcleo de Acessibilidade da FISMA (NAFI). A orientação ficou a cargo das professoras Jéssica de Oliveira e Tatiane Rodrigues.

Impressões sobre o evento

“Achei o evento maravilhoso. Ano passado participei, mas não pude ficar até o final, mas dessa vez, sim. É uma temática que instiga, pois temos alunos diagnosticados e outros com características, e aqui tivemos noções de subsídios para o trabalho, pois uma palestra complementou a outra”. Rosemara Glanzel, professora da Rede Municipal de Santa Maria  

“Esse evento é excelente! Vim no ano passado e agora de novo, pois com o conhecimento dos profissionais, a gente consegue enxergar possibilidades e ideias para o trabalho com os alunos. Na prática, ouvir as experiências dos outros faz a diferença, por isso esse evento é muito importante”. Eliane Lavanda, educadora especial

“Ouvir outras mães relatando o momento da descoberta, a rotina de terapias e esforços diários para a socialização e a conquista de uma vida funcional, foi emocionante. A explicação do médico, da fonoaudióloga e dos demais palestrantes, foi muito importante para ressaltar aquilo que devemos estar atentos no dia a dia. Esse evento é o que a sociedade precisava para entender o autismo”. Sabrina Pereira, mãe de autista

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