Aluna da Psicologia da FISMA grava tutoriais de automaquiagem em Libras

Atitudes simples para proporcionar um mundo mais acessível a todos têm sido uma das intenções do curso de Psicologia da Faculdade Integrada de Santa Maria (FISMA) para a sociedade. Apoiada nessa premissa é que a acadêmica Andressa Pino da Rosa usou suas redes sociais para divulgar um trabalho que chama a atenção para a inclusão. Entrando no último ano do curso de Psicologia, ela produziu e publicou três tutoriais de automaquiagem em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

A ideia inicial é explicar o processo de automaquiagem exclusivamente para pessoas surdas. Tanto que os vídeos não têm áudio e nem legendas. Andressa é estagiária do Núcleo de Acessibilidade da FISMA, um dos setores da instituição que é referência no tema em Santa Maria. “Dentro no Núcleo, tive a oportunidade de dar mais visibilidade ao meu trabalho. Percebi a importância de fazer com que fosse acessível para todos. A partir das aulas de inclusão que tive do curso, sempre olho ao meu redor e vejo se o lugar está acessível para todos. Isso virou uma rotina. Se todos olharem para as situações e verem além apenas da sua necessidade, o mundo se tornará cada vez melhor, atingindo o maior número de pessoas”, comenta a acadêmica.

Apaixonada por maquiagem desde os 14 anos, e há três, maquiando profissionalmente, Andressa explica que este trabalho se complementa com a atuação em psicologia: “Ambas as atividades estão relacionadas com a autoestima das pessoas. Na maquiagem, esse processo é instantâneo. A pessoa vai embora se sentindo radiante. Na psicologia, é um processo mais demorado, mas também tenho a meta de fazer as pessoas irem embora se sentindo melhor em suas situações”.

Na FISMA, a Língua Brasileira de Sinais é tratada em disciplina optativa ofertada a todos os cursos de graduação, além de haver capacitação para todos os funcionários ao menos duas vezes por ano. A instituição também conta com uma funcionária surda, a Eliane Amaral, que atua junto ao curso de Psicologia. A professora Jéssica Jaíne Marques de Oliveira, responsável pela disciplina e pelo Núcleo de Acessibilidade, explica que o principal objetivo de todas as atividades é que alunos e funcionários se tornem multiplicadores desses ensinamentos. “Quando eles conseguem compreender a cultura dos surdos, levando para sua trajetória pessoal e profissional, conseguimos atingir nossa finalidade que é construir um mundo com mais acessibilidade”, afirma.

A acadêmica Andressa conta com um canal no Youtube, onde os vídeos estão disponíveis. Confira, abaixo, um deles.

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